- Do que está fugindo Ana Belle, eu não vou te fazer mal, como pode pensar isso de mim? Tudo o que fiz até hoje foi te amar, dar-te amor, o que te faz pensar que quero te fazer mal minha querida?
Disse isso, o jovem rapaz, segurando o revolver.
- Todo esse tempo, Ana Belle, todo esse tempo, era eu que estava aqui, eu estava aqui te abraçando, te ouvindo, o que te faz pensar que quero te fazer mal? Tu
me escuta Ana Belle? Eu não vou te fazer mal, responda-me, por que foge de mim, por que foge de mim Ana Belle?
Gritou o rapaz.
- Por que tu insiste em fingir que não estou aqui, eim? Me fala Ana Belle. Lembra aquela noite, a nossa noite, te lembras? Foi a melhor da minha vida, não me diga que esqueceu, me diz que nunca sonharás com ninguém além de mim, me diga! Por favor, Ana Belle, responde, responde Ana Belle.
Entrando em desespero Bartolomeu desabou-se a chorar.
- Ana Belle, minha Ana Belle, por que não queres mais ser minha
, minha menina, minha pequena, meu amor, minha flor, minha florzinha de maracujá, por que preferes com outro estar? Não sou bom o bastante pra ti? Não te faço feliz? Por que não me responde Ana Belle?
Apontando o revolver pro próprio crânio, o rapaz disse.
-Sabe, Ana Belle, é pelo medo de te fazer mal, que não faço isso em tua presença, só esperava que fosse menos doloroso quanto o é, te amo, e só tu me faz acreditar em um amanhã, sem ti não existe futuro, só queria ouvir-te dizer mais uma vez te amo. Mas tu não me respondes, não pode responder, tu não está aqui, e é bom que tu não sintas a dor que eu sinto. Até o sempre Ana Belle, até o infinito, espero que na morte eu encontre o sonho que perdi dentro de ti.
E com um impulso instantâneo, apertou o gatilho, caiu. Os olhos imóveis, da parede estavam a o fitar, só a foto presenciou a queda do jovem rapaz apaixonado.
